Nesses últimos dias andava um pouco acometido para escrever e um tema vinha a minha cabeça, fico até feliz, pois andava até sem vestígios de inspiração. Esse tema saltou em meu subconsciente por quase uma semana, mulheres, mas não vim escrever com a intenção de descrever algum biótipo ou certamente homenagear alguma em especial, se bem que conheço algumas que facilmente eu teria adjetivos belíssimos para descrevê-las. Agora estou em uma manhã praticamente muito bonita, de aroma apaziguante e me vem esse tema “Mulheres” será que estou ouvindo muito F comme femme?
Provavelmente, esse não seja o motivo mais inspirador, mas, talvez minha pouca e diversificada experiência com elas. Quando mais jovem eu parecia ser atraído pela bela e quase fatalidade feminina que envolvia em cuidados demonstrados em doces ciúmes infantilizados, acreditava-me que com o passar dos anos me encantaria pela nova atmosfera que as mulheres mostrariam com o passar deles, pois estariam mais maduras, confiantes de si mesmas, não haveria choro, tantas demonstrações adocicadas de um leve ciúme que quase sendo imaginário nos levaria a viver pequenos e instantâneos momentos de fantasia.
Os anos me disseram que não, que não seria assim, e me mostraram mulheres jovens dentro de maduras e maduras dentro de jovens, sempre com os mesmos anseios e medos, os sonhos continuam adocicados e parecem tão simples de serem realizados quando se olha no calabouço profundo no qual elas nos aprisionam, então vem a luz e nos mostra toda a essência desse ser, e o que parecia um calabouço na verdade é o seu refúgio, um dos mais aconchegantes em que um homem possa estar.
É no limite de minhas capacidades físicas que encontro o ponto ideal da sensibilidade que me transmuta para próximo de Deus, meus olhos físicos permitem ver o que apenas ele permitiu que eu visse, quando vem de mim a vontade de transpor meus horizontes não é que eu queira contrariar a vontade do criador, e sim deslumbrar uma visão que me emocione. Que eu não sinta apenas minhas lagrimas salgadas de emoção, mas, que meu espírito eleve-se além do brilho de cada gota.
Quando eu necessitar além do limite do meu tato tocar algo, que eu toque primeiramente a essência mais primitiva da matéria e que ela compreenda o meu toque e retribua com sua fluidez as energias que tanto busco e tento transmitir. Se por acaso eu for acordado pelo odor do ambiente, então, que minha alma já tenha conhecido as gerações milenares de floras universais presente na criação, que isso me arremate as lembranças futuras e presentes de paz, e se logo após isso, eu sentir uma imensa vontade de cantar que não seja tão somente minhas cordas vocais meu instrumento celestial, mas, que as esferas do universo que cantam e silenciam que o físico não escuta, possam neste momento ecoar dentro de cada ouvinte.
Talvez quando essa alegria dentro de mim, passar, que eu simplesmente não esqueça que sou um pedacinho do universo, responsável pela alegria de muitas pessoas, assim, minhas limitações físicas de tempo ou distancia serão adormecidas neste momento, pois, estarei em minha essência brilhando vibrações por cada um com as estrelas desta noite.