sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mulheres




Nesses últimos dias andava um pouco acometido para escrever e um tema vinha a minha cabeça, fico até feliz, pois andava até sem vestígios de inspiração. Esse tema saltou em meu subconsciente por quase uma semana, mulheres, mas não vim escrever com a intenção de descrever algum biótipo ou certamente homenagear alguma em especial, se bem que conheço algumas que facilmente eu teria adjetivos belíssimos para descrevê-las. Agora estou em uma manhã praticamente muito bonita, de aroma apaziguante e me vem esse tema “Mulheres” será que estou ouvindo muito F comme femme?

Provavelmente, esse não seja o motivo mais inspirador, mas, talvez minha pouca e diversificada experiência com elas. Quando mais jovem eu parecia ser atraído pela bela e quase fatalidade feminina que envolvia em cuidados demonstrados em doces ciúmes infantilizados, acreditava-me que com o passar dos anos me encantaria pela nova atmosfera que as mulheres mostrariam com o passar deles, pois estariam mais maduras, confiantes de si mesmas, não haveria choro, tantas demonstrações adocicadas de um leve ciúme que quase sendo imaginário nos levaria a viver pequenos e instantâneos momentos de fantasia.

Os anos me disseram que não, que não seria assim, e me mostraram mulheres jovens dentro de maduras e maduras dentro de jovens, sempre com os mesmos anseios e medos, os sonhos continuam adocicados e parecem tão simples de serem realizados quando se olha no calabouço profundo no qual elas nos aprisionam, então vem a luz e nos mostra toda a essência desse ser, e o que parecia um calabouço na verdade é o seu refúgio, um dos mais aconchegantes em que um homem possa estar.

Postagem em áudio: